Cristãos “Praticantes”?

Wittenberg, 95 teses

Hoje ouvi um estudioso dizer que Lutero, em sua atitude de afixar as teses na porta da igreja de Wittenberg, não queria realmente suscitar uma revolução, mas simplesmente expôs, em latim – língua dos estudiosos da época – suas idéias, para que meditassem naquilo e, se houvesse acordo, as pusessem em prática.

Mas seus parceiros acadêmicos ao invés de discutirem as questões em um nível acadêmico as expuseram, imprimindo-as e publicando-as na língua alemã, para que todo o povo as viesse conhecer, fato que fomentou a real revolução que se

tornaram, com o passar dos anos, uma nova igreja, uma igreja que buscava incessante e constante reforma e buscava uma doutrina baseada nos ensinos dos apóstolos.

Dimensão intelectual x Dimensão prática

Quando que nossos pensamentos devem deixar de ser apenas pensamentos e devem resultar em atitudes?

Estamos vivendo hoje em um mundo de proibições intelectuais e até mesmo práticas nas igrejas evangélicas e até mesmo nas que se proclamam “protestantes”, um mundo onde a Bíblia e sua doutrina não bastam para fazer cair uma tese errônea. Um mundo onde o estudo e até mesmo a discussão sobre certas doutrinas chega a ser proibido para que não sejam desmistificadas crenças da massa.

Legalismo Intelectual

Na realidade, vivemos em um mundo de legalismos não somente materiais e físicos, mas chegamos a recriar em nossas igrejas um legalismo intelectual, que nos proíbe de meditarmos na Palavra a fundo, onde apenas nos permitem apresentar o leite, mesmo quando nossa comunidade já está a ponto de experimentar o alimento sólido.

Quando será que o nosso clamor intelectual deixará de ser intelectual para vivermos uma prática cristã que condiga apenas com a Santa Palavra e não com práticas, costumes e modas temporais legalistas, que nada agregam em espiritualidade e prática cristã?

Cristãos praticantes

Será que ser um “cristão praticante” é apenas nos conformarmos com as igrejas da forma como estão ou será que é fazer aquilo que os acadêmicos dos tempos de Lutero fizeram, espalhar a sã doutrina, mesmo frente a oposições?

Será que temos vivido uma cristandade apenas teórica, mas na prática temos medo de que o povo entenda o que falamos? Será que realmente não queremos que eles pratiquem a Palavra como ela é e por isso ficamos a escondendo em um linguajar difícil?

Todos sabemos que os “seguidores de Lutero” foram longe demais, mas pergunto-me se hoje não vamos perto demais, ou se sequer saímos de nossos lugares.

Será que realmente somos “cristãos praticantes”, será que realmente temos em nós uma fome pela verdade bíblica, será que realmente conhecemos a nossa Palavra e a praticamos?

Em minha concepção, ser um cristão praticante é fazer com que a Palavra de Deus seja entendida e vivenciada em amor e sob a direção do Espírito Santo, apesar das conseqüências, ainda que como Lutero sejamos levados a tribunais; ainda que como Estevão, sejamos levados frente a um sinédrio que nos apedrejará até a morte; ainda que como milhares de missionários e cristãos, sejamos perseguidos pela nossa causa.

E você, é um cristão praticante?

Imagens: photochiel,

3 novembro,2008 at 5:21 pm Deixe um comentário

Matrix Carnal ou Fraqueza Espiritual?

Essa semana tive a oportunidade de assistir a um clássico do cinema e da computação gráfica, Matrix. Nesse filme podemos ver uma série de referências tanto à filosofia, quanto aos conceitos principais do cristianismo e isso é tão óbvio que não é necessário que eu fale hoje.

Porém eu gostaria de falar sobre um aspecto interessante desse filme.

Todos nós estamos de olhos fechados, até que nos sejam abertos.

Podemos negar essa afirmação enfaticamente, porque na verdade todos nós achamos que sabemos tudo sobre tudo, até aqueles que não assumem tal posição, quando se vêem em campos de estudo que estão há muito tempo se consideram sábios das questões.

Eu também sou assim, por vezes me acho conhecedor profundo de muitos assuntos, principalmente quando se tratam da Igreja, os livros que já li e estudei por muitos anos, mas na verdade temos que ser humildes ao estudar, porque Deus nos tem muito a ensinar a cada passada de olhos.

Foi essa sensação que tive hoje ao reler os 7 primeiros capítulos do Livro de Atos dos Apóstolos, parecia que – mesmo conhecendo toda a história – não sabia de nada o que estava escrito ali. Mesmo entre eles estando um dos, senão o meu próprio capítulo preferido, que é o Capítulo 7 e o belíssimo discurso de Estevão.

Matrix Carnal ou Fraqueza Espiritual?

É aí que me pergunto, será que estou de olhos abertos já? Ou será que estou vivendo nessa Matrix da vida real, essa Matrix carnal que não sabe discernir os aspectos espirituais, como Paulo diz aos Coríntios? Ou será que estamos fora do Espírito, vivendo como homens mundanos e por isso não discernimos o que diz o Espírito de Deus?

Quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente.

Temos que meditar, relembrar os ensinos de Cristo e pensar novamente, será que estamos realmente comendo a Palavra de Deus ou só estamos nos afogando nessa comida sem lermos todas as linhas, onde cada uma contém uma mensagem preciosa?

O Espírito nos ensinará.

O que temos que buscar é estarmos sempre meditando nas palavras de Deus, dia e noite, como diz o Salmo primeiro e como o próprio Senhor aconselhou a Josué no início de seu ministério, porque através disso o Espírito nos ensinará o que temos que aprender, pois é dito:

Mas vocês têm uma unção que procede do Santo, e todos vocês tem conhecimento. Não lhes escrevo porque não conhecem a verdade, mas porque vocês a conhecem e porque nenhuma mentira procede da verdade. Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho. Todo o que nega o Filho também não tem o Pai; quem confessa publicamente o Filho tem também o Pai.

E mais adiante:

Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês, e não precisam que alguém os ensine; mas, como a unção dele recebida, que é verdadeira e não falsa, os ensina acerca de todas as coisas, permaneçam nele como ele os ensinou.

A unção que recebemos de Deus, o seu Espírito de Vida, permanece em nós, não sai de nós, então nesse Espírito é que aprendemos a discernir todas as coisas espiritualmente e vemos isso nos frutos, como o próprio João diz logo a seguir (texto citado: 1Jo.2:20 em diante), que sabemos quem é nascido de Deus, porque os nascidos de Deus praticam a justiça.

A única forma de entedermos a Palavra é pelo Espírito e somente quando Ele estiver atuante em nós é que conseguiremos realmente aprender as Verdades de Cristo, somente quando estivermos aprendendo a Palavra de Deus, através do Espírito Santo, que conseguiremos enxergar qual a realidade de nossas vidas.

Só conseguiremos ver a Matrix como ela é – ilustrativamente falando – se estivermos centrados na Palavra, só conseguiremos abrir os nossos olhos se nos forem abertos pelo Espírito.

Busque a Deus, Seu Reino, Sua Justiça. Ou seja, busque ser como Cristo e tudo, conhecimento, entendimento, sabedoria, vestimentas, alimento, tudo lhe será acrescentado, conforme o Espírito nos for fornecendo.

Enxergue a vida real, pelo Espírito de Deus.

24 outubro,2008 at 9:08 am 1 comentário

Eu tenho fé

Hoje me senti pressionado, senti que existe algo de errado no mundo, algo que não posso negar, me abate, mas ao mesmo tempo me conforta, porque só afirma a minha fé, de que depois que tudo piorar, virá ao meu encontro aquele em quem tenho crido.

Na Inglaterra, Dawkins continua com sua guerra particular, tentado desacreditar a fé e levar outros ao mesmo caminho. O “missionário ateu” agora ataca fora da biologia e fora da escrita, foi às massas pregar seu “evangelho” (que não é evangelho, não é uma boa notícia, só há expectativa de morte), estampando nos ônibus de Londres a seguinte frase: “Provavelmente, Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e curta a vida”, em tradução livre.

Mas a pergunta é, e “se” Ele existir? Porque a fé de Dawkins não é sábia, aliás não é fé, pois a fé é a certeza, mas Dawkins prega que “provavelmente” Deus não existe, então nem Dawkins tem certeza daquilo que crê, é um descrente na descrença.

E um ponto que me coloco nisso tudo, se somente a fé nos salva, pois não somos merecedores de salvação, tais pessoas não tem chance de Vida Eterna, pois a Bíblia diz:

“Mas o justo viverá pela fé”

E se incentivarmos, como Dawkins faz, a um cristianismo sem fé, um cristianismo sem se preocupar com as conseqüências de nossos atos ou até mesmo uma fé que não está em Cristo aonde chegaremos? Porque pela fé de Dawkins, “se” Deus existir, Ele o perdoará, por certo, porque teve um ato de “boa fé”. Mas é aí que digo, a fé de Dawkins é burra, pois sua fé em sua essência o leva a lugar nenhum e se houver um lugar bom depois, ele não irá, mas ele desconsidera isso e prefere lutar pelo incerto.

E qual a vantagem de lutarmos por algo em que não cremos, qual a vantagem de vivenciarmos uma vida que se aproveita dos prazeres do mundo, sem saber o que virá no futuro? E se lutarmos por isso e estivermos errado?

Eu digo e tenho uma certeza, não sejam como Dawkins, se forem lutar por isso, se forem lutar pela tese de que Deus não existe, tenham muita fé dessa sua descrença, porque, “se” Ele existir, quando você o encontrar será uma vergonha tremenda só você, o intelectual, não ter reparado nisso.

Por isso, por via das dúvidas, creia. Creia firmemente e sem dúvida alguma, coloque todos os seus sentimentos em Cristo, coloque toda a sua vida, porque se a vida não tiver um futuro, se a vida for sem sentido, não terá importado ter feito algo sem sentido a vida inteira, mas “se” ela tiver um sentido e se tiver um Criador e Poderoso Deus, então terá valido a pena todo esse esforço e toda essa fé.

A despeito das provabilidades de Dawkins, Deus existe, sim. Eu tenho fé.

23 outubro,2008 at 2:34 pm Deixe um comentário

Influenciadores

Eu sempre fui um pouco discriminado, para não dizer criticado, sobre como sou influenciado emocionalmente na hora de criar ou de fazer qualquer outra coisa, eu – e acredito que muitas outras pessoas, senão todas – não consigo ficar indiferente quando estou preocupado com alguma coisa, se sofro algo, ou estou feliz com algo, aquilo influi positiva ou negativamente nas minhas criações e até mesmo comportamento, modo de falar em tudo.

E hoje estive meditando sobre isso, sobre como Deus usa nossas personalidades, nossas emoções, e o quanto que somos atingidos positiva e negativamente pelo ambiente para o bem de sua obra.

Exemplos de Personalidades usadas “para o bem”

Imagine Pedro, um homem que estava sempre pronto a falar, desafiar, como foi usado em pregações intrépidas e de autoridade para a conversão de milhares.

Olhem para Paulo, como sua introspecção foi usada para escrever verdadeiros tratados teológicos e sobre a vida cristã em suas cartas, assim como lhe deu conhecimento para pregar a reis e governantes de sua época.

Ou até mesmo Martinho Lutero, que se desvencilhou da Igreja Católica e as divergências da Palavra, porque tinha um temperamento explosivo e apaixonado.

Como temos vivido?

Qual é nosso temperamento, o quanto que temos influenciado o ambiente em que vivemos com nossas certezas e dúvidas, o quanto que temos influenciado o ambiente em que vivemos com nossos sonhos?

Será que temos cultivado os nossos sonhos e convicções de forma que, com nossa personalidade, possamos mudar o mundo?

Como devemos viver?

Mas a verdade é que precisamos de homens que lutem por seus sonhos, por suas convicções, homens que vivam a Palavra de forma tão profunda e verdadeira que se sintam abalados por ela, de forma a transformarem o mundo onde vivem, transformarem gerações e ambientes.

Precisamos “salgar esse mundo”, fazer diferença, precisamos deixar Deus agir por meio de nossos sentimentos mais profundos e assim mudar nosso mundo, deixá-lo mais parecido com o que Deus planejou e, para isso, nada melhor do que deixar nossos sentimentos se transformarem em ferramentas de transformação.

Precisamos ser influenciadores, mas só seremos se formos influenciados, por nossos sentimentos e, principalmente, pela Palavra de Deus.

Imagens: erichews e ffffound

22 outubro,2008 at 3:04 pm 1 comentário

Batismo Bíblico

Antes do Batismo

Antes do Batismo

Muitos de nós já não mais pensam sobre o que significam seus atos de fé, o que significam o que fazemos na Igreja, vivemos hoje em um cristianismo sem solidez na Palavra, sem firmamento e fundamentação nas escrituras.

O quanto temos nos preocupado em sentir, intelectualmente, fisicamente e sentimentalmente o Evangelho? Pois como Jesus disse:

“O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” Mc.12:29-31

Não devemos amar a Deus somente com o coração, nem somente com a alma, tampouco somente com o entendimento e também não somente com as forças.

Devemos amar a Deus com todos esses ítens, para que nossa adoração seja completa e completamente agradável a Deus e esse conhecimento, para que sejamos perfeitos perante Deus, vem somente através da Palavra de Deus, como disse Paulo a Timóteo (2Tm.3:16-17)

Mas o quanto temos pensado nisso? O que significa aceitarmos a Cristo, o que significa o próprio batismo?

É isso que Deus me levou a meditar hoje, ao ler os capítulos 15 e 16 de Levíticos. Anotei meu pensamento no pequeno.mestre, confira: tome.um.banho!

Imagem: Praiseyah

21 outubro,2008 at 1:31 pm Deixe um comentário

Igreja… de quê?

Tenho lido muito nos últimos tempos. Há algo que me chama para o ensino da história da Igreja. O que me conforta nisso é que dizem que nos interessamos quando amamos algo. Por amar a Deus, penso vir dEle essa inspiração e desejo.

Em um desses livros – Gigantes da Fé, de Franklin Ferreira – me deparei com o que posso chamar de “conto moderno”, uma história improvável sobre um doutor inglês do início do século XX, um famoso e promisso médico, que largou tudo pelo seu grande amor, sua grande paixão, Jesus Cristo.

Dr. David Martyn Lloyd-Jones foi um grande pregador moderno, pelo que me parece e suas palavras eram interessantes, pelo que já pude notar nesses dias de estudo.

Dr. David Martyn Lloyd-Jones

Dr. David Martyn Lloyd-Jones

Mas o que me chama a atenção são alguns de seus pensamentos, extraídos de um livro que tenho em mãos, que são nada mais do que uma série de sermões das Conferências sobre o Puritanismo, que ocorreram na Capela de Westminster, quando Dr. Lloyd-Jones a presidiu.

Os historiadores que me perdoem pela minha leitura leiga do texto, mas um dos pensamentos que me fascina no livro e no decorrer das palestras é a busca de um cristianismo “Paulino”, um cristianismo que reflita bem as verdades do Evangelho, conforme foram passadas aos apóstolos, mas sem excessos. E isso faz, em uma das palestras – de 1968, para ser mais exato – com que Lloyd-Jones chegue a um clímax dizendo algo sobre as denominações

Mas agora levanto esta questão: não seria tempo de pôr um fim nisso tudo, e de parar de usar e debater esses nomes de homens (das denominações)? Sei da dificuldade. O argumento é: “Bem, você tem que chamar a Igreja de alguma coisa, você tem que mostrar como uma difere das outras’. Entretanto, estou levantado a questão sobre se devemos fazer isso; se não devemos meramente, como resultado de tudo o que estivemos considerando nesta Conferência, e de tudo o que sabemos da história destas questões, decidir que no futuro tudo que nós colocaremos nos quadros de aviso dos nossos edifícios será – “Igreja Cristã”.


Se alguém vier perguntar-me: “Mas o que ensinam ali? “Responderei: “Vá e ouça”. Por que havemos de pôr um aviso que irá excluir as pessoas? Que se faça saber que ali será pregado o evangelho. Para isso a Igreja existe. Deixemo-las entrar, deixemo-las ouvir; logo verão o que está sendo pregado e, então, poderão decidir por si mesmas se voltarão ali ou não. Por que será necessário endurecer as coisas sobre as quais discordamos e sobre as quais divergimos, e endurecê-las a ponto de “colocá-las em cartaz”? Isto sempre causou grande confusão no mundo de fora. E sabemos que continua causando confusão nos dias atuais. Não seria isto um dos maiores obstáculos à evangelização? Noutras palavras, não pesaria sobre nós a culpa do pecado de cisma justamente neste sentido? E o aumentamos, colocando esses rótulos. Tudo que precisamos anunciar é que está é uma igreja cristã, um lugar onde o evangelho é pregado. Não poderíamos restringir-nos a isso?

Será que nosso Cristianismo atual pode ser chamado mesmo de cristianismo ou o distorcemos e o deixamos se ferir tanto a ponto de sairmos do Evangelho de Cristo e pregarmos um simples e perigoso legalismo que não conta com a Graça? Ou será que vivemos um cristianismo que pregamos Graça, mas não pregamos arrependimento? Será que pregamos um conceito teológico ou a Palavra simples e pura, que é a Palavra de Deus?

Será que temos tido uma visão correta das doutrinas bíblicas ou nos aproximamos de um dos perigosos extremos?

Meditemos na Palavra, única fonte de Fé, Verdade e nosso único Guia para o Caminho, que é Cristo.

Imagem: Kevin Mattheus

21 outubro,2008 at 1:12 pm Deixe um comentário

SilasLand

Cada escritor tem seu escritório, cada pintor seu atelier, cada chef sua cozinha, cada músico seu estúdio.

Cada um de nos precisa de seu espaço para criar, para imaginar, ser feliz.

É isso que aqui venho buscar, tranqüilidade, inspiração para criar, uma maneira simples de se ver a vida, explicá-la, contá-la vivê-la, aonde mais me influi.

Esse é meu blog, SilasLand.

29 maio,2008 at 1:18 pm Deixe um comentário

Posts mais recentes


Silas Klein

Sou Silas Klein. Designer por paixão e publicitário pelos caminhos da vida. Este é meu blog pessoal.

Páginas

ultimos posts //

mais acessados //

  • Nenhum

comentarios //

Karina em Matrix Carnal ou Fraqueza…
Karina em Influenciadores

flickr // silasklein