Presidentes Negros

5 novembro,2008 at 1:23 pm Deixe um comentário

Hoje presenciamos um fato histórico: O primeiro sindicalista eleito presidente dos Estados Unidos da América.

Você deve estar se questionando se a notícia é verdadeira, na verdade foi o primeiro negro a ser eleito nos Estados Unidos, mas podemos pensar tirar uma lição além disso.

Ontem à noite, nos Estados Unidos, venceu uma minoria que sofria de um terrível preconceito racial, ontem à noite, nos Estados Unidos, venceu um povo classificado como inferior, incapaz, um povo julgado deficiente para realizar qualquer melhoria naquela nação, um povo menosprezado.

Se pararmos para pensar e se refletirmos além das entrelinhas, podemos ver algo semelhante com nossas eleições nacionais, um sindicalista foi eleito presidente. Na verdade ele já não era mais sindicalista, não era analfabeto – como muitos julgam – não era mais inculto, não era mais um homem pobre, mas o preconceito também estava estampado em sua pele, não em sua etnia, mas em forma de classe social e nós o julgamos e o analisamos não por capacidades, mas por preconceitos, intrínsecos em nossa realidade.

Não estou aqui para defender o presidente dos Estados Unidos, o primeiro negro a ser eleito, tampouco estou aqui para defender o presidente do Brasil, o primeiro sindicalista a ser eleito, mas gostaria de falar sobre a falta de amor.

“Pequenos Detalhes Comportamentais”

Podemos nos questionar e pensar se somos ou não preconceituosos, podemos refletir se realmente há algo em nós desse mal e, costumeiramente, diríamos que não somos preconceituosos, que não somos falsos, que como cristãos que somos, não temos nada a nos opor contra essas minorias.

Essa é uma das maiores mentiras de nosso século.

Já deixamos há tempos de ser imparciais, de olharmos para as pessoas como iguais, ou melhor, as Escrituras dizem para que “cada um considere os outros superiores a si mesmo.”(Fp.2:3)

Mas será que é isso que fazemos hoje? Ou será que somos indiferentes a esses “pequenos detalhes comportamentais”?

A Mensagem de Hoje

O que se prega hoje nas igrejas é o amor.

Amor aos costumes, não à doutrina bíblica; amor à obediência, não dos mandamentos, mas a autoridades “papais ungidas”, que alguns são capazes de chamar de pastores; amor ao próximo, que não lhe ofende, porque se lhe ofender temos que pedir que Deus “amavelmente queime” o “encosto” que nos incomodou ou nos fez perder as “posses das promessas”.

E Paulo disse que a letra mata, mas o Espírito vivifica (2Co.3:6)…

O que se prega é a paz.

A paz com aqueles que não pecam e não “caíram da graça”, porque não podemos cair em “jugo desigual com os descrentes”, por isso vivemos em uma guerra contra aqueles que não tem a Cristo.

E Cristo disse, em um momento de compaixão para com os perdidos, para pedirmos que o Pai enviasse trabalhadores, para colher aqueles a quem o Pai solicitar (Mt.9:36-38)…

O que se prega é a comunhão.

A comunhão de crentes com crentes e ódio para com os que não o são, vivemos em monastérios modernos, onde os mais desavisados são capazes de chamar publicamente aqueles que ainda não conheceram a Cristo de “criaturas”, ao invés de mostrarem o amor compassivo de um Deus amoroso.

Jesus disse: “Ide por todo mundo e pregai o evangelho”, não disse “pregai aos evangélicos”… (Mt.28:19)

A Mensagem de hoje tem se distanciado daquilo que Lutero estampou nas portas de Wittenberg e também distante daquilo que o segundo “Lutero” (Martin Luther King) pregou, estamos longe do amor e da graça.

Atitudes

O que fazer nessa situação? Como conviver em um mundo aonde costumes e verdades bíblicas a cada dia se esvaem, deixando para trás um rastro de destruição em nome do Amor, deixando para trás um rastro de amedrontamento e obscuridade, quando João disse que “no amor não existe medo?”

Devemos repensar nosso cristianismo, em atitudes, pensamentos e ações. Devemos repensar nosso cristianismo, em forma e prática. Não porque a prática esteja errada, mas simplesmente porque não a estamos praticando.

Quando vemos um mundo que se orgulha de expor o preconceito de décadas em capas de jornais, vemos que há algo errado. Vemos que uma nação, que se diz cristã, não se preocupa com tais valores, é porque não estamos sendo cristãos.

Temos que orar por nossa nação e pelo mundo. Orar para que esse preconceito se altere, orar para que os comportamentos se alterem, a começar em nós, e depois que se espalhem quando proclamarmos essas verdades, como o Sal se espalha num balde de pipoca ao o remexermos.

Então não nos importaremos com a cor, com a classe social ou com algum outro ponto de preconceituoso sobre a vida de nossos presidentes, mas nos preocuparemos em como suas ações ajudarão a estabelecer a vontade do Senhor, porque todas as autoridades são postas por Deus, para sua Glória. (Rm.13:1)

Imagens: Bethcanphoto, trumpetca, governo BR.

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