O comum transformado

4 novembro,2008 at 6:17 pm Deixe um comentário

Vivemos uma época de busca de experiências, isso é notável. Entre todos os segmentos, entre todas as ciências estudadas, procuramos algo que nos mostre novas faces do desenvolvimento humano, tanto social, quanto intelectual.

Nas finanças, os homens desvendam o novo campo da Internet; na propaganda, novas formas de interação com o público; na história, uma nova forma de aprofundar conhecimentos, com instrumentos altamente avançados.

Cada um de nós, em sua matéria e área de vivência, procura uma nova forma de atingirmos e sermos atingidos, em uma sociedade cada vez mais perto, pelo advento da Internet, e cada vez mais distante, pelo excesso de informações.

Viver o comum, sentir o incomum

No Domingo de Ramos, em 30 de março de 1735, Harris (Howell Harris) foi à igreja paroquial de Talgarth, que fica a pouca distância do povoado de Trevecca, onde ele nasceu e onde morava. Durante o serviço religioso, o ministro, ao anunciar que realizar-se-ia a celebração da Ceia no domingo seguinte, disse que sabia que há muitas pessoas que não comparecem ao culto da Ceia porque não se sentem dignas de participarem dela. E ele continuou, dizendo: “Se vocês não estão preparados para tomar a Ceia, não estão preparados para orar, e se não estão preparados para orar, não estão preparados para viver, e se não estão preparados para viver, não estão preparados para morrer.” Essas palavras tiveram forte impacto sobre aquele descuidado mestre-escola. Ele nunca fora uma pessoa desordeira, todavia levava uma vida desregrada; assim, essas extraordinárias palavras do ministro, ao anunciar a celebração da Ceia, iniciou um processo de convicção de pecado que, daí em diante, levou-o à agonia do arrependimento.

Dou ênfase a esse incidente porque ele nos lembra uma das coisas espantosas ligadas ao fato de sermos servos de Deus. Podemos levar as pessoas à convicção do pecado até através de um aviso! Nunca sabemos o que Deus vai usar; os nossos apartes improvisados às vezes são mais importantes do que as nossas declarações previamente preparadas.

Lloyd-Jones, o doutor citado aqui anteriormente, retrata o momento do “início da conversão” de Howell Harris, um pastor galês do século dezoito. Ficamos extasiados com tais afirmações e podemos contabilizar em nossas mentes: quantas vezes Deus já nos falou de formas simples e não as tornou incríveis, pelo entendimento dado pelo Espírito Santo?

Deus usa coisas comuns, para que em nós causem um sentimento incomum, para que causem uma transformação de vidas que nos levem a um momento de maior proximidade dEle, um momento convicção do pecado, convicção que nos leva ao arrependimento, que nos leva a crer plenamente no Senhor Jesus.

Incomum constante

Mas quantas vezes me pergunto, quão constante tem sido a reforma em nossos corações? Quão constante tem sido o agir do Espírito em nossos corações, quantas vezes temos limpado nossos corações para que Deus ali possa agir novamente?

Howell Harris já havia se convertido e já havia se declarado dependente de Cristo, mas ainda, além disso, declarou em outra ocasião:

De repente senti derreter-se dentro em mim o coração, como cera junto ao fogo e senti amor a Deus por meu Salvador. Senti também, não somente amor e paz, e sim um desejo de morrer e estar com Cristo. Depois brotou no fundo de minha alma um clamor que antes não conhecera jamais – Aba, Pai! Nada pude fazer, senão chamar a Deus meu Pai. Fiquei sabendo que eu era Seu filho, e que Ele me amava e me ouvia. Minha mente ficou satisfeita, e eu bradei: agora estou satisfeito! Dá-me forças, e Te seguirei através das águas e do fogo.

A busca pelo Espírito de Deus e por sua atuação deve ser constante, a busca pelo novo, por novas experiências, não experiências carismáticas ou sobrenaturais, mas experiências de um relacionamento paternal entre o Senhor e nós, deve ser constante.

Devemos buscar incessantemente ao Senhor, para que possamos experimentar não por momentos, mas durante épocas, o tocar regenerador do Espírito, quando Ele nos convence de Sua justiça e da nossa dependência total.

Devemos procurar o Deus incomum, para que através do comum, para que através de experiências grandes ou pequenas, largas ou estreitas, Ele nos demonstre o incomum, que é Seu amor, justiça e nos convença de nosso tão grande pecado.

Quantas vezes o comum tem se tornado incomum em sua vida?

Imagens: Wadegriffith

Anúncios

Entry filed under: vida cristã. Tags: , , .

Cristãos “Praticantes”? Presidentes Negros

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Silas Klein

Sou Silas Klein. Designer por paixão e publicitário pelos caminhos da vida. Este é meu blog pessoal.

Páginas

ultimos posts //

mais acessados //

  • Nenhum

comentarios //

Karina em Matrix Carnal ou Fraqueza…
Karina em Influenciadores

flickr // silasklein


%d blogueiros gostam disto: