Contando os fios da tapeçaria

Já pensou sobre o seu passado? Tudo o que você conquistou, como você era, o que você fazia?

Bem, eu acabei fazendo isso hoje,  sem querer, pelo twitter:

silasklein Me sentindo com 17 anos, ao ouvir Matchbox Twenty! iPods no shuffle potencializam a nostalgia!

silasklein Bom, nesses 6 anos que passaram quase nada mudou

silasklein Aliás sou bem melhor que antes..

silasklein #revendoopassado : Minhas pernas são mais fortes! Agora carregam 30kg a mais, todo o tempo!

silasklein #revendoopassado : Sou mais inteligente! Estou me “distraindo” na segunda faculdade!

silasklein #revendoopassado : Sou mais rápido! Agora tenho carteira de motorista!

silasklein #revendoopassado: Sou mais bonito! ou não.. mas agora tenho uma noiva!

silasklein #revendoopassado: Antes não gostava do salário com um emprego bom… agora não gosto do emprego com um salário bom

silasklein #revendoopassado: Sou famoso! Antes não falava com os 10 amigos que tinha na escola, agora não falo com os “trocentos” que tenho no orkut….

silasklein #revendoopassado: Antes tinha que juntar dinheiro p/ um BigMac, agora tenho que juntar dinheiro para pagar a academia

silasklein #revendoopassado: Antes esperava o final de semana para poder fazer mais coisas… agora espero que não tenha que fazer nada nele..

silasklein #revendoopassado: Antes não ganhava nada para trabalhar que nem um escravo.. hoje “escravizo alguém” para não trabalhar e ganhar

silasklein #revendoopassado: Antes tirava sarro de gordos… hoje, eu o gordo digo que “magrelos” são sem graça

silasklein #revendoopassado: Antes tinha vergonha do que falar… hoje falo em cadeia mundial qualquer baboseira sem ligar para ninguém

silasklein #revendoopassado: Antes não sabia conjugar o To Be e achava que nunca ia falar ingles.. Hj não sei o To Be, mas falo inglês msm assim..

silasklein #revendoopassado: Antes não via a hora de trabalhar… agora não vejo a hora de me aposentar..

silasklein #revendoopassado: Antes esperava que alguém me elogiasse sobre minha beleza… agora eu mesmo me elogio, na falta… haha

silasklein #revendoopassado: Antes: “To gordo, 68Kg!”… Agora: “97Kg… até que to bem, olha!”

silasklein #revendoopassado: Antes “o máximo” era dormir às 2h da madrugada… Agora “o máximo” é poder dormir o mais cedo possível..

silasklein #revendoopassado: Antes queria que o telefone tocasse… agora espero que um dia ele pare..

silasklein #revendoopassado: Antes queria que o telefone tocasse… agora espero que um dia ele pare..

silasklein #revendoopassado: Antes: “Site!? Deixa que eu faço!”.. agora: “Site?… conheço alguém bom nisso…”

silasklein #revendoopassado: Antes: “Quando crescer vou ser desenhista!”… agora: “quem disse que designer é desenhista…?”

silasklein Moral da história: Nunca acesse suas listas de músicas antigas… hehe

silasklein O pior é que tem uns caras que acreditam que vamos melhorando com o passar do tempo.. hahahahaa

silasklein #teoria : Somos um prédio. Por isso os primeiros anos tem que ser os fortes e melhores, pois serão o alicerce do resto de nossas vidas.

silasklein Nisso tudo: Agradeça a Deus, pois quão melhor foi seu alicerce nos primeiros anos, mais você desfrutará dos últimos com Ele! =)

A dica é que você nunca pense no seu passado. Mas se for inevitável pensar nele, tente contabilizar tudo o que aconteceu com você a cada dia, cada coisa que mudou em seu corpo, mente e em todo o mais.

O que posso dizer é que quando você terminar de contabilizar tais coisas, você verá como se estivesse em meio a uma grande história em andamento.

Não critique uma história antes de ver seu fim

Mas como boas histórias em andamento, você não as analisa, você não as critica antes de terminarem, você somente a lê, somente a assiste, você somente a vive, somente a descobre passo a passo, sem tecer comentários antes da hora, pois você ainda não sabe o seu final.

Porque quando chegar ao final, aí você entenderá que cada parágrafo foi escrito de uma maneira especial e necessária para que chegasse a um fim interessante e proveitoso, um final que satisfizesse sua ânsia de terminar esse grande livro.

Vida como tapeçaria

Ouvi uma música belíssima na gravação do DVD do João Alexandre, escrita pelo Stênio Marcos, que diz assim:

Tapeceiro, grande artista,
Vai fazendo seu trabalho
Incansável, paciente no seu tear

Tapeceiro, não se engana
Sabe o fim desde o começo,
Traça voltas, mil desvios sem perder o fio

Minha vida é obra de tapeçaria,
É tecida de cores alegres e vivas,
Que fazem contraste no meio das cores
Nubladas e tristes
Se você olha do avesso,
Nem imagina o desfecho
No fim das contas, tudo se explica,
Tudo se encaixa, tudo coopera pro meu bem

Quando se vê pelo lado certo,
Muda-se logo a expressão do rosto,
Obra de arte pra Honra e Glória do Tapeceiro

Quando se vê pelo lado certo,
Todas as cores da minha vida
Dignificam a Jesus Cristo, o Tapeceiro

Nossas vidas estão sendo construídas por Deus de uma maneira especial e admirável, por isso não nos cabe julgar a peça de tapeçaria antes dEle finalizar Seu trabalho, somente podemos vivenciar a cada linha trançada nesse grande tapete de nossas vidas e podemos somente contar os fios dessa bela obra que ainda não terminou.

Conte os fios, mas confie no Artista

Se você está triste, se você pensa que sua vida não tem um sentido ou uma razão de ser, lembre-se que o tapeceiro, o escrito, o compositor, está realizando sua arte, seu tapete, seu livro, sua canção e no final das contas você, mesmo sem entender os desenlaces  de sua arte, só poderá se levantar e aplaudi-Lo.

Tudo o que podemos fazer antes do fim é contar os fios dessa obra de arte e confiar em quem tece nossa história, porque sabemos que o Artista que tece nossas Vidas é grande e fará de nossas vidas verdadeiras obras de arte.

E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Rm.8:28

Imagens: alijabbar, lisap333, nicolasg

18 fevereiro,2009 at 12:57 pm Deixe um comentário

Qual teólogo é você?

Eu, particularmente, gosto de enquetes.

Não dessas de “Capricho”, coisa e tal. Não também porque gosto de “saber quem eu sou”, mas porque essas enquetes nos fazem refletir em algumas coisas importantes e que geralmente sem estímulos não pensamos nelas.

Assinalando uma em um site vi algo que me chamou a atenção, sobre qual teólogo mais me pareço e, conhecendo alguns deles, pude ver que realmente o que lemos nos influencia.

Bom, é só curiosidade, mas aí está.

You Scored as João Calvino.Calvino na Wikipedia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Calvino

João Calvino
100%
Anselmo
83%
Martinho Lutero
75%
Karl Barth
58%
Jonathan Edwards
58%
Santo Agostinho
42%
Friedrich Schleiermacher
33%
Jurgen Moltmann
17%
Rudolf Bultmann
17%
Paul Tillich
17%
Charles Finney
0%

12 janeiro,2009 at 2:20 pm Deixe um comentário

Livro de Salvação

Charles Haddon Spurgeon (1834-1892) foi um grande pregador do século XIX, um dos maiores, segundo dizem os historiadores. Essa semana eu comecei a ler um segundo livro dele, que é a publicação de alguns de seus sermões falados ao público.

É intrigante o jeito como ele fala, as comparações que faz, fazem com que Deus se pareça simples de entender, ao mesmo tempo em que nos mostram que estamos muito mais longe de Deus do que pensamos. A paixão com ele que descreve a Deus e Sua obra nos faz temer e crer no quão grande Ele é.

Li um sermão seu intitulado: “A Bíblia”.

Prova de fé

“Há pó suficiente sobre algumas de suas Bíblias para escrever “condenação” com seus próprios dedos.” Spurgeon

Defender a veracidade de nosso Livro Sagrado não é somente uma atitude de zelo, mas também é uma prova de fé, fé a qual muitos têm, deliberadamente, negligenciado nos últimos anos, criando e alterando teorias para que se encaixem em sua visão distorcida de mundo e do Reino de Deus.

E o quanto você acredita na Bíblia, quanto você tem a lido, ela tem sido seu verdadeiro alimento ou é somente mais um livro ao qual você guarda na estante, livro que você medita como um livro barato de auto-ajuda e nem se dá o trabalho de pregá-lo?

Fé na Bíblia

A Bíblia é a Palavra de Deus, é a pura expressão do zelo, amor e carinho que Deus tem por nós, porque mesmo não precisando, nos divulgou sua verdade, com Suas próprias palavras, afim de que crêssemos e, crendo em Sua Palavra, viéssemos a conhecer Jesus Cristo e, conhecendo a Jesus Cristo, viéssemos a ser salvos.

Sem a Bíblia não temos como conhecer Jesus. Sem Jesus não temos em quê crer, sem crer, não existe outra forma pela qual possamos ser salvos, pois só a fé no Senhor Jesus Cristo salva.

Por isso me pergunto e aqueles que não lêem sua Bíblia? Pior, e aqueles que nela não confiam?

Seu destino é certo. Sem fé morremos, sem Jesus não temos como ter fé, sem lermos a Bíblia não temos como conhecer o real caráter de Cristo. Ou seja, se não lermos a Bíblia, certamente morreremos eternamente.

Você crê em sua Bíblia?

“Alguns de vocês disseram: “Vamos ouvir o que o jovem pregador tem a dizer”. Pois bem, isto é o que ele tem para vos dizer: “Vede, ó desprezadores, admirai-vos e desaparecei” (At.13:41). Isto é o que ele tem para vos dizer: “Os ímpios serão lançados no Inferno, e todos os que se esquecem de Deus” (Sl.9:17). E também tem que vos dizer isto: “Nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupscências”(2Pe.3:3). Porém mais ainda, lhes diz hoje que se querem ser salvos, devem encontrar a salvação aqui. Portanto, não menosprezem a Bíblia: esquadrinhe-la, leiam-na, venham até ela.” Spurgeon

Imagens: notashamed, wikipedia

26 novembro,2008 at 1:16 pm Deixe um comentário

Que Deus quer com isso?

Muitos dos homens das épocas passadas, assim como muitos homens de nosso tempo se perguntam: “Que Deus quer com isso?” ou mesmo “porque Deus permite tais coisas? Qual o propósito de Deus?”.

Entender o sofrimento do mundo?

É assim quando falamos da fome, da guerra, das lutas da humanidade. É assim quando falamos de nossos sentimentos de desilusão, tristeza e fraqueza. É assim quando estamos na condição da fragilidade da vida, onde não conseguimos agregar-lhe um dia ou um minuto sequer.

Certamente nenhum dos homens haverão de saber o porquê Deus permite ou faz com que certas coisas aconteçam, até nós – os que cremos – não podemos dizer com certeza que o entendemos, pois como um homem pode afirmar saber os propósitos de Deus para que uma criança chore ou qual o propósito de Deus em um desastre natural? Estaria Deus se vingando ou derramando sua ira?

Mas, se Ele está derramando sua ira, como podemos dizer que Ele é Amor?

Entender os atos e permissividades de Deus?

Não podemos dizer que entendemos os atos e “permissividades” de Deus, nem ao menos sabendo se nos momentos difíceis Ele está derramando sua ira ou demonstrando amor, simplesmente porque não temos a capacidade de compreendê-Lo, somos fracos, pequenos e inúteis, perante toda Sua majestade e glória.

Pense em uma criança tentando entender o porquê sua mãe, logo após suas refeições, lhe dá tapas nas costas. Que bem haveria nisso aos olhos de uma criança? Apanhar após comer. Mas bem sabemos que a criança precisa arrotar após o alimento, para que não engasgue ao dormir, mas a criança nunca saberá disso.

Da mesma forma, não podemos dizer que compreendemos a mente do Senhor, não podemos dizer que entendemos Seus atos e nem seus caminhos.

Entender o propósito de Deus

No entanto, podemos afirmar algo. Qual o final daquilo que Deus nos faz, isso vemos em um texto do livro de Números, na oração que o Senhor ensina os sacerdotes a fazerem pelo povo.

O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz.

Porque haveria Deus de ensinar uma oração em que Ele próprio abençoaria o povo? Não foi Ele a ensinar a oração? E se foi Ele a ensinar a oração, Ele já sabia o que pediriam, não? Então porque pedir que orassem assim?

A verdade é que Deus nos ensina essa oração para que saibamos o que esperar dEle: Bem e nunca o mal.

Entender a Adoração

Podemos então entender o que Agostinho de Hipona disse, em seu livro “Confissões”:

“Com certeza, louvarão ao Senhor os que o buscam, porque os que o buscam o encontram e os que o encontram hão de louvá-lo. Que eu, Senhor, te procure invocando-te, e te invoque crendo em ti, pois me pregaram teu nome. Invoca-te, Senhor, a fé que tu me deste, a fé que me inspiraste pela humanidade de teu Filho e o ministério de teu pregador.”

Aqueles que procuram a Deus o encontram e, se o encontram, irão louvá-lo e adorá-lo, porque no final das contas saberão que Deus os quer bem e isso só nós dá chance e motivos para louvá-lo, assim esse é o final do cristão que busca o Senhor, louvá-Lo, porque Ele nos quer bem.

O que Deus quer com isso? Seja o que for, Ele quer o seu bem.

Imagens: François Bouchet

25 novembro,2008 at 3:06 pm Deixe um comentário

Poetas Mentem

É por isso que os poetas contam-nos mentiras tão adoráveis.

Existem certas frases que nos fazem meditar, essa acima foi uma delas, escrita – ou dita – por C.S. Lewis em uma palestra entitulada “Peso de Glória”, que aconteceu durante os tempos da Segunda Grande Guerra.

O autor está falando sobre um desejo que todos nós, homens, temos dentro de nós, que é de encontrarmos uma alegria inexplicável, uma alegria que palavras não podem descrever, por isso ele diz que os poetas mentem, porque somente com mentiras eles podem declarar o que realmente desejamos, que na verdade, não existe e não conhecemos.

Desejar a Eternidade

“Nem a fome prova que existe pão.” Penso, no entanto, que não se trata disso. A fome física de um homem não prova que ele encontrará pão; ele pode morrer de fome numa jangada em pleno Atlântico. Mas, com certeza, a fome de um homem prova que ele pertence a uma espécie que restaura o corpo por meio de comida e habita num mundo onde existem substâncias comestíveis.

Da mesma maneira, embora eu não creia (quem me dera cresse!) que meu anseio pelo paraíso prove que eu vá usufruir dele, penso ser um sinal bastante seguro de que existe algo parecido e de que alguns homens vão encontrá-lo.

Todos nós imaginamos um lugar para onde ir. Desejamos um lugar de paz, alegria, um lugar aonde a estética seja perfeita, onde as palavras sejam plenamente entendidas e ditas, um lugar onde não exista dor ou sofrimento, não exista o peso do trabalho e que não haja decomposição.

Desejamos que as obras de nossas mãos não sejam destruídas, que grandes cidades continuem sendo grandes cidades com o passar dos anos; que nossas riquezas continuem sendo riquezas; e que nossos sonhos continuem sendo sonhados na realidade.

Mas a verdade é que isso não existe, porém essa eternidade podemos declarar, existirá, porque ainda que o sentir – como o escritor disse – não nos prove que provaremos dessa eternidade, o sentir nos mostra que ela existe e então, podemos buscá-la.

Parafraseando sonhos

Se eu encontrar em mim desejos que nada neste mundo pode satisfazer, eu só posso concluir que eu não fui feito para este lugar.
Se a minha luta contra a carne é na melhor das hipóteses apenas leve e momentânea
então é claro que eu me sentirei nua quando comparada com o lugar para onde estou destinada.

Brooke Fraser, cantora neozelandesa de 24 anos de idade, parafraseou o sentimento de Clive Staples Lewis em sua canção “C. S. Lewis Song” e diz a mesma coisa.

Nada neste mundo pode satisfazer os desejos que eu e você temos, podemos comprar carros, motos, casas e isso não nos satisfará; podemos nos casar com a pessoa mais bela e atraente do mundo e isso não nos satisfará; podemos ainda realizarmos proezas acadêmicas, proezas atléticas ou realizar grandes descobertas e termos um domínio mundial e isso não nos satisfará.

Viva a eternidade

Isso é porque nós não pertencemos à este mundo. Fomos feitos com uma característica, um desejo por algo além.

Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem.

Deus colocou desejos em nossos corações insaciáveis e a única resposta à esses problemas é Ele mesmo e Sua Eternidade, que nos oferece ao crermos no Nome de Seu Filho Jesus, que morreu e ressuscitou por nossos pecados.

Os poetas mentem adoravelmente, mas só Deus pode saciar seus desejos eternos.

Eternidade

Imagens: TheBruce0, Wojar, RosieHard.

7 novembro,2008 at 12:34 pm Deixe um comentário

Presidentes Negros

Hoje presenciamos um fato histórico: O primeiro sindicalista eleito presidente dos Estados Unidos da América.

Você deve estar se questionando se a notícia é verdadeira, na verdade foi o primeiro negro a ser eleito nos Estados Unidos, mas podemos pensar tirar uma lição além disso.

Ontem à noite, nos Estados Unidos, venceu uma minoria que sofria de um terrível preconceito racial, ontem à noite, nos Estados Unidos, venceu um povo classificado como inferior, incapaz, um povo julgado deficiente para realizar qualquer melhoria naquela nação, um povo menosprezado.

Se pararmos para pensar e se refletirmos além das entrelinhas, podemos ver algo semelhante com nossas eleições nacionais, um sindicalista foi eleito presidente. Na verdade ele já não era mais sindicalista, não era analfabeto – como muitos julgam – não era mais inculto, não era mais um homem pobre, mas o preconceito também estava estampado em sua pele, não em sua etnia, mas em forma de classe social e nós o julgamos e o analisamos não por capacidades, mas por preconceitos, intrínsecos em nossa realidade.

Não estou aqui para defender o presidente dos Estados Unidos, o primeiro negro a ser eleito, tampouco estou aqui para defender o presidente do Brasil, o primeiro sindicalista a ser eleito, mas gostaria de falar sobre a falta de amor.

“Pequenos Detalhes Comportamentais”

Podemos nos questionar e pensar se somos ou não preconceituosos, podemos refletir se realmente há algo em nós desse mal e, costumeiramente, diríamos que não somos preconceituosos, que não somos falsos, que como cristãos que somos, não temos nada a nos opor contra essas minorias.

Essa é uma das maiores mentiras de nosso século.

Já deixamos há tempos de ser imparciais, de olharmos para as pessoas como iguais, ou melhor, as Escrituras dizem para que “cada um considere os outros superiores a si mesmo.”(Fp.2:3)

Mas será que é isso que fazemos hoje? Ou será que somos indiferentes a esses “pequenos detalhes comportamentais”?

A Mensagem de Hoje

O que se prega hoje nas igrejas é o amor.

Amor aos costumes, não à doutrina bíblica; amor à obediência, não dos mandamentos, mas a autoridades “papais ungidas”, que alguns são capazes de chamar de pastores; amor ao próximo, que não lhe ofende, porque se lhe ofender temos que pedir que Deus “amavelmente queime” o “encosto” que nos incomodou ou nos fez perder as “posses das promessas”.

E Paulo disse que a letra mata, mas o Espírito vivifica (2Co.3:6)…

O que se prega é a paz.

A paz com aqueles que não pecam e não “caíram da graça”, porque não podemos cair em “jugo desigual com os descrentes”, por isso vivemos em uma guerra contra aqueles que não tem a Cristo.

E Cristo disse, em um momento de compaixão para com os perdidos, para pedirmos que o Pai enviasse trabalhadores, para colher aqueles a quem o Pai solicitar (Mt.9:36-38)…

O que se prega é a comunhão.

A comunhão de crentes com crentes e ódio para com os que não o são, vivemos em monastérios modernos, onde os mais desavisados são capazes de chamar publicamente aqueles que ainda não conheceram a Cristo de “criaturas”, ao invés de mostrarem o amor compassivo de um Deus amoroso.

Jesus disse: “Ide por todo mundo e pregai o evangelho”, não disse “pregai aos evangélicos”… (Mt.28:19)

A Mensagem de hoje tem se distanciado daquilo que Lutero estampou nas portas de Wittenberg e também distante daquilo que o segundo “Lutero” (Martin Luther King) pregou, estamos longe do amor e da graça.

Atitudes

O que fazer nessa situação? Como conviver em um mundo aonde costumes e verdades bíblicas a cada dia se esvaem, deixando para trás um rastro de destruição em nome do Amor, deixando para trás um rastro de amedrontamento e obscuridade, quando João disse que “no amor não existe medo?”

Devemos repensar nosso cristianismo, em atitudes, pensamentos e ações. Devemos repensar nosso cristianismo, em forma e prática. Não porque a prática esteja errada, mas simplesmente porque não a estamos praticando.

Quando vemos um mundo que se orgulha de expor o preconceito de décadas em capas de jornais, vemos que há algo errado. Vemos que uma nação, que se diz cristã, não se preocupa com tais valores, é porque não estamos sendo cristãos.

Temos que orar por nossa nação e pelo mundo. Orar para que esse preconceito se altere, orar para que os comportamentos se alterem, a começar em nós, e depois que se espalhem quando proclamarmos essas verdades, como o Sal se espalha num balde de pipoca ao o remexermos.

Então não nos importaremos com a cor, com a classe social ou com algum outro ponto de preconceituoso sobre a vida de nossos presidentes, mas nos preocuparemos em como suas ações ajudarão a estabelecer a vontade do Senhor, porque todas as autoridades são postas por Deus, para sua Glória. (Rm.13:1)

Imagens: Bethcanphoto, trumpetca, governo BR.

5 novembro,2008 at 1:23 pm Deixe um comentário

O comum transformado

Vivemos uma época de busca de experiências, isso é notável. Entre todos os segmentos, entre todas as ciências estudadas, procuramos algo que nos mostre novas faces do desenvolvimento humano, tanto social, quanto intelectual.

Nas finanças, os homens desvendam o novo campo da Internet; na propaganda, novas formas de interação com o público; na história, uma nova forma de aprofundar conhecimentos, com instrumentos altamente avançados.

Cada um de nós, em sua matéria e área de vivência, procura uma nova forma de atingirmos e sermos atingidos, em uma sociedade cada vez mais perto, pelo advento da Internet, e cada vez mais distante, pelo excesso de informações.

Viver o comum, sentir o incomum

No Domingo de Ramos, em 30 de março de 1735, Harris (Howell Harris) foi à igreja paroquial de Talgarth, que fica a pouca distância do povoado de Trevecca, onde ele nasceu e onde morava. Durante o serviço religioso, o ministro, ao anunciar que realizar-se-ia a celebração da Ceia no domingo seguinte, disse que sabia que há muitas pessoas que não comparecem ao culto da Ceia porque não se sentem dignas de participarem dela. E ele continuou, dizendo: “Se vocês não estão preparados para tomar a Ceia, não estão preparados para orar, e se não estão preparados para orar, não estão preparados para viver, e se não estão preparados para viver, não estão preparados para morrer.” Essas palavras tiveram forte impacto sobre aquele descuidado mestre-escola. Ele nunca fora uma pessoa desordeira, todavia levava uma vida desregrada; assim, essas extraordinárias palavras do ministro, ao anunciar a celebração da Ceia, iniciou um processo de convicção de pecado que, daí em diante, levou-o à agonia do arrependimento.

Dou ênfase a esse incidente porque ele nos lembra uma das coisas espantosas ligadas ao fato de sermos servos de Deus. Podemos levar as pessoas à convicção do pecado até através de um aviso! Nunca sabemos o que Deus vai usar; os nossos apartes improvisados às vezes são mais importantes do que as nossas declarações previamente preparadas.

Lloyd-Jones, o doutor citado aqui anteriormente, retrata o momento do “início da conversão” de Howell Harris, um pastor galês do século dezoito. Ficamos extasiados com tais afirmações e podemos contabilizar em nossas mentes: quantas vezes Deus já nos falou de formas simples e não as tornou incríveis, pelo entendimento dado pelo Espírito Santo?

Deus usa coisas comuns, para que em nós causem um sentimento incomum, para que causem uma transformação de vidas que nos levem a um momento de maior proximidade dEle, um momento convicção do pecado, convicção que nos leva ao arrependimento, que nos leva a crer plenamente no Senhor Jesus.

Incomum constante

Mas quantas vezes me pergunto, quão constante tem sido a reforma em nossos corações? Quão constante tem sido o agir do Espírito em nossos corações, quantas vezes temos limpado nossos corações para que Deus ali possa agir novamente?

Howell Harris já havia se convertido e já havia se declarado dependente de Cristo, mas ainda, além disso, declarou em outra ocasião:

De repente senti derreter-se dentro em mim o coração, como cera junto ao fogo e senti amor a Deus por meu Salvador. Senti também, não somente amor e paz, e sim um desejo de morrer e estar com Cristo. Depois brotou no fundo de minha alma um clamor que antes não conhecera jamais – Aba, Pai! Nada pude fazer, senão chamar a Deus meu Pai. Fiquei sabendo que eu era Seu filho, e que Ele me amava e me ouvia. Minha mente ficou satisfeita, e eu bradei: agora estou satisfeito! Dá-me forças, e Te seguirei através das águas e do fogo.

A busca pelo Espírito de Deus e por sua atuação deve ser constante, a busca pelo novo, por novas experiências, não experiências carismáticas ou sobrenaturais, mas experiências de um relacionamento paternal entre o Senhor e nós, deve ser constante.

Devemos buscar incessantemente ao Senhor, para que possamos experimentar não por momentos, mas durante épocas, o tocar regenerador do Espírito, quando Ele nos convence de Sua justiça e da nossa dependência total.

Devemos procurar o Deus incomum, para que através do comum, para que através de experiências grandes ou pequenas, largas ou estreitas, Ele nos demonstre o incomum, que é Seu amor, justiça e nos convença de nosso tão grande pecado.

Quantas vezes o comum tem se tornado incomum em sua vida?

Imagens: Wadegriffith

4 novembro,2008 at 6:17 pm Deixe um comentário

Cristãos “Praticantes”?

Wittenberg, 95 teses

Hoje ouvi um estudioso dizer que Lutero, em sua atitude de afixar as teses na porta da igreja de Wittenberg, não queria realmente suscitar uma revolução, mas simplesmente expôs, em latim – língua dos estudiosos da época – suas idéias, para que meditassem naquilo e, se houvesse acordo, as pusessem em prática.

Mas seus parceiros acadêmicos ao invés de discutirem as questões em um nível acadêmico as expuseram, imprimindo-as e publicando-as na língua alemã, para que todo o povo as viesse conhecer, fato que fomentou a real revolução que se

tornaram, com o passar dos anos, uma nova igreja, uma igreja que buscava incessante e constante reforma e buscava uma doutrina baseada nos ensinos dos apóstolos.

Dimensão intelectual x Dimensão prática

Quando que nossos pensamentos devem deixar de ser apenas pensamentos e devem resultar em atitudes?

Estamos vivendo hoje em um mundo de proibições intelectuais e até mesmo práticas nas igrejas evangélicas e até mesmo nas que se proclamam “protestantes”, um mundo onde a Bíblia e sua doutrina não bastam para fazer cair uma tese errônea. Um mundo onde o estudo e até mesmo a discussão sobre certas doutrinas chega a ser proibido para que não sejam desmistificadas crenças da massa.

Legalismo Intelectual

Na realidade, vivemos em um mundo de legalismos não somente materiais e físicos, mas chegamos a recriar em nossas igrejas um legalismo intelectual, que nos proíbe de meditarmos na Palavra a fundo, onde apenas nos permitem apresentar o leite, mesmo quando nossa comunidade já está a ponto de experimentar o alimento sólido.

Quando será que o nosso clamor intelectual deixará de ser intelectual para vivermos uma prática cristã que condiga apenas com a Santa Palavra e não com práticas, costumes e modas temporais legalistas, que nada agregam em espiritualidade e prática cristã?

Cristãos praticantes

Será que ser um “cristão praticante” é apenas nos conformarmos com as igrejas da forma como estão ou será que é fazer aquilo que os acadêmicos dos tempos de Lutero fizeram, espalhar a sã doutrina, mesmo frente a oposições?

Será que temos vivido uma cristandade apenas teórica, mas na prática temos medo de que o povo entenda o que falamos? Será que realmente não queremos que eles pratiquem a Palavra como ela é e por isso ficamos a escondendo em um linguajar difícil?

Todos sabemos que os “seguidores de Lutero” foram longe demais, mas pergunto-me se hoje não vamos perto demais, ou se sequer saímos de nossos lugares.

Será que realmente somos “cristãos praticantes”, será que realmente temos em nós uma fome pela verdade bíblica, será que realmente conhecemos a nossa Palavra e a praticamos?

Em minha concepção, ser um cristão praticante é fazer com que a Palavra de Deus seja entendida e vivenciada em amor e sob a direção do Espírito Santo, apesar das conseqüências, ainda que como Lutero sejamos levados a tribunais; ainda que como Estevão, sejamos levados frente a um sinédrio que nos apedrejará até a morte; ainda que como milhares de missionários e cristãos, sejamos perseguidos pela nossa causa.

E você, é um cristão praticante?

Imagens: photochiel,

3 novembro,2008 at 5:21 pm Deixe um comentário

Matrix Carnal ou Fraqueza Espiritual?

Essa semana tive a oportunidade de assistir a um clássico do cinema e da computação gráfica, Matrix. Nesse filme podemos ver uma série de referências tanto à filosofia, quanto aos conceitos principais do cristianismo e isso é tão óbvio que não é necessário que eu fale hoje.

Porém eu gostaria de falar sobre um aspecto interessante desse filme.

Todos nós estamos de olhos fechados, até que nos sejam abertos.

Podemos negar essa afirmação enfaticamente, porque na verdade todos nós achamos que sabemos tudo sobre tudo, até aqueles que não assumem tal posição, quando se vêem em campos de estudo que estão há muito tempo se consideram sábios das questões.

Eu também sou assim, por vezes me acho conhecedor profundo de muitos assuntos, principalmente quando se tratam da Igreja, os livros que já li e estudei por muitos anos, mas na verdade temos que ser humildes ao estudar, porque Deus nos tem muito a ensinar a cada passada de olhos.

Foi essa sensação que tive hoje ao reler os 7 primeiros capítulos do Livro de Atos dos Apóstolos, parecia que – mesmo conhecendo toda a história – não sabia de nada o que estava escrito ali. Mesmo entre eles estando um dos, senão o meu próprio capítulo preferido, que é o Capítulo 7 e o belíssimo discurso de Estevão.

Matrix Carnal ou Fraqueza Espiritual?

É aí que me pergunto, será que estou de olhos abertos já? Ou será que estou vivendo nessa Matrix da vida real, essa Matrix carnal que não sabe discernir os aspectos espirituais, como Paulo diz aos Coríntios? Ou será que estamos fora do Espírito, vivendo como homens mundanos e por isso não discernimos o que diz o Espírito de Deus?

Quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente.

Temos que meditar, relembrar os ensinos de Cristo e pensar novamente, será que estamos realmente comendo a Palavra de Deus ou só estamos nos afogando nessa comida sem lermos todas as linhas, onde cada uma contém uma mensagem preciosa?

O Espírito nos ensinará.

O que temos que buscar é estarmos sempre meditando nas palavras de Deus, dia e noite, como diz o Salmo primeiro e como o próprio Senhor aconselhou a Josué no início de seu ministério, porque através disso o Espírito nos ensinará o que temos que aprender, pois é dito:

Mas vocês têm uma unção que procede do Santo, e todos vocês tem conhecimento. Não lhes escrevo porque não conhecem a verdade, mas porque vocês a conhecem e porque nenhuma mentira procede da verdade. Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho. Todo o que nega o Filho também não tem o Pai; quem confessa publicamente o Filho tem também o Pai.

E mais adiante:

Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês, e não precisam que alguém os ensine; mas, como a unção dele recebida, que é verdadeira e não falsa, os ensina acerca de todas as coisas, permaneçam nele como ele os ensinou.

A unção que recebemos de Deus, o seu Espírito de Vida, permanece em nós, não sai de nós, então nesse Espírito é que aprendemos a discernir todas as coisas espiritualmente e vemos isso nos frutos, como o próprio João diz logo a seguir (texto citado: 1Jo.2:20 em diante), que sabemos quem é nascido de Deus, porque os nascidos de Deus praticam a justiça.

A única forma de entedermos a Palavra é pelo Espírito e somente quando Ele estiver atuante em nós é que conseguiremos realmente aprender as Verdades de Cristo, somente quando estivermos aprendendo a Palavra de Deus, através do Espírito Santo, que conseguiremos enxergar qual a realidade de nossas vidas.

Só conseguiremos ver a Matrix como ela é – ilustrativamente falando – se estivermos centrados na Palavra, só conseguiremos abrir os nossos olhos se nos forem abertos pelo Espírito.

Busque a Deus, Seu Reino, Sua Justiça. Ou seja, busque ser como Cristo e tudo, conhecimento, entendimento, sabedoria, vestimentas, alimento, tudo lhe será acrescentado, conforme o Espírito nos for fornecendo.

Enxergue a vida real, pelo Espírito de Deus.

24 outubro,2008 at 9:08 am 1 comentário

Eu tenho fé

Hoje me senti pressionado, senti que existe algo de errado no mundo, algo que não posso negar, me abate, mas ao mesmo tempo me conforta, porque só afirma a minha fé, de que depois que tudo piorar, virá ao meu encontro aquele em quem tenho crido.

Na Inglaterra, Dawkins continua com sua guerra particular, tentado desacreditar a fé e levar outros ao mesmo caminho. O “missionário ateu” agora ataca fora da biologia e fora da escrita, foi às massas pregar seu “evangelho” (que não é evangelho, não é uma boa notícia, só há expectativa de morte), estampando nos ônibus de Londres a seguinte frase: “Provavelmente, Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e curta a vida”, em tradução livre.

Mas a pergunta é, e “se” Ele existir? Porque a fé de Dawkins não é sábia, aliás não é fé, pois a fé é a certeza, mas Dawkins prega que “provavelmente” Deus não existe, então nem Dawkins tem certeza daquilo que crê, é um descrente na descrença.

E um ponto que me coloco nisso tudo, se somente a fé nos salva, pois não somos merecedores de salvação, tais pessoas não tem chance de Vida Eterna, pois a Bíblia diz:

“Mas o justo viverá pela fé”

E se incentivarmos, como Dawkins faz, a um cristianismo sem fé, um cristianismo sem se preocupar com as conseqüências de nossos atos ou até mesmo uma fé que não está em Cristo aonde chegaremos? Porque pela fé de Dawkins, “se” Deus existir, Ele o perdoará, por certo, porque teve um ato de “boa fé”. Mas é aí que digo, a fé de Dawkins é burra, pois sua fé em sua essência o leva a lugar nenhum e se houver um lugar bom depois, ele não irá, mas ele desconsidera isso e prefere lutar pelo incerto.

E qual a vantagem de lutarmos por algo em que não cremos, qual a vantagem de vivenciarmos uma vida que se aproveita dos prazeres do mundo, sem saber o que virá no futuro? E se lutarmos por isso e estivermos errado?

Eu digo e tenho uma certeza, não sejam como Dawkins, se forem lutar por isso, se forem lutar pela tese de que Deus não existe, tenham muita fé dessa sua descrença, porque, “se” Ele existir, quando você o encontrar será uma vergonha tremenda só você, o intelectual, não ter reparado nisso.

Por isso, por via das dúvidas, creia. Creia firmemente e sem dúvida alguma, coloque todos os seus sentimentos em Cristo, coloque toda a sua vida, porque se a vida não tiver um futuro, se a vida for sem sentido, não terá importado ter feito algo sem sentido a vida inteira, mas “se” ela tiver um sentido e se tiver um Criador e Poderoso Deus, então terá valido a pena todo esse esforço e toda essa fé.

A despeito das provabilidades de Dawkins, Deus existe, sim. Eu tenho fé.

23 outubro,2008 at 2:34 pm Deixe um comentário

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Silas Klein

Sou Silas Klein. Designer por paixão e publicitário pelos caminhos da vida. Este é meu blog pessoal.

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